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Confraternização Presencial pode?

Confraternização Presencial pode?

Sem beijos e abraços? Com máscara e distanciamento? As festas de Natal e Ano-Novo serão diferentes em 2020. Isso, é claro, se você seguir todos os cuidados para evitar a contaminação pelo coronavírus. O ideal, inclusive, seria que as famílias e amigos não se encontrassem neste ano. A indicação é da própria OMS (Organização Mundial da Saúde), que disse que a "aposta mais segura" seria não realizar as reuniões familiares tão tradicionais nesta época.

Neste ano, será possível reunir as famílias e os amigos?
O indicado é que as pessoas não se reúnam neste fim de ano. Isso vale para núcleos familiares que vivem em locais diferentes e também para grupos de amigos. "Se a festa de fim de ano for com as pessoas que você já convive diariamente em sua casa, tudo bem. São pessoas que você já conhece e confia, e sabe que não estará se expondo", explica Alexandre Naime, infectologista chefe do Departamento de Infectologia da Unesp e consultor da SBI.

Os principais cuidados, segundo os especialistas, devem ser:

Distanciamento físico de 1,5 metros a 2 metros;
• Uso de máscara;
• Local arejado ou, de preferência, em um quintal ou varanda;
• Pessoas com sintomas de covid-19 não devem participar;
• Especialistas indicam no máximo 6 pessoas em um mesmo ambiente;
• Tenha em fácil acesso o alcool em gel 70%;
• Faça a higienização do ambientes antes e depois do encontro.

Ficar em isolamento completo 14 dias antes da reunião pode ajudar. Entretanto, é preciso lembrar que o período de incubação do coronavírus, ou seja, o tempo para que os primeiros sintomas apareçam, pode ser de 2 a 14 dias. Por isso, a pessoa, após os 14 dias em casa, pode estar infectada e assintomática.

Se todo mundo fizer o teste antes, o ambiente fica mais seguro?
Essa é uma resposta difícil já que não há garantia de que, ao realizar os testes (RT-PCR e sorologia), a pessoa estará 100% "livre" do vírus, segundo os infectologistas entrevistados.

Já tive covid-19, meus riscos são menores?
Ter tido diagnóstico de covid-19 anteriormente não é garantia que a pessoa não irá se infectar novamente, segundo os infectologistas. "Já temos visto muitos casos e provas de reinfecção por covid-19. Ter sorologia positiva [anticorpos do coronavírus no organismo] não isenta a pessoa de ter uma segunda infecção", explica Andrea Mansinho, infectopediatra da BP.

Qualquer pessoa que apresentar os sintomas, inclusive os mais leves (febre baixa, coriza, tosse e dor de garganta), não poderá participar da reunião. Ela deve ficar em isolamento social e evitar qualquer aglomeração.

Quais os cuidados com idosos e pessoas do grupo de risco?
As pessoas do grupo de risco, incluindo os idosos, são as que necessitam de maior cuidado. Este grupo deve ficar com maior distanciamento do restante. É preferível escolher dois responsáveis, que façam parte do convívio diário da pessoa, para fazer esse contato e, logicamente, usando máscara.

É mais seguro separar as crianças dos idosos?
Os especialistas explicam que uma criança pode transmitir covid-19 da mesma forma que um adulto. O ponto de atenção é que as crianças costumam apresentar poucos sintomas, se infectados pelo coronavírus, e têm mais dificuldades em respeitar as regras (distanciamento, higienização das mãos e uso da máscara).

Mas a ideia é orientá-las, explicando a situação e fazendo um treinamento antes de sair. Reforçando, por exemplo, para que elas evitem abraçar a avó ou o avô, ou qualquer outra pessoa que esteja no grupo de risco.

Podemos beijar e abraçar as pessoas? Quais os riscos?
Não é indicado, por mais que as pessoas gostem de demonstrar afeto nesta época do ano. Caso os beijos e abraços sejam trocados com familiares que fazem parte do convívio diário, os riscos são menores. O ideal é evitar os atos com pessoas "de fora" do convívio.

É melhor evitar o som alto?
Sim. Isso porque, em ambientes com som alto, as pessoas tendem a falar mais alto e, consequentemente, soltar mais gotículas de saliva no ar. Se ela estiver infectada, as chances de transmissão são mais altas.

É mais seguro fazer o encontro em um restaurante ou na casa de alguém?
Na casa de alguém. Ambientes externos, como os restaurantes, contam com a presença de mais pessoas (outras famílias e funcionários), que podem estar infectadas e não sabem, por exemplo. O ideal é realizar a confraternização na casa de alguma pessoa do seu círculo social.

Em qual ambiente da casa é mais seguro?
Em um local com maior circulação do ar, de preferência com todas as janelas abertas. Caso o local tenha um quintal ou varanda, melhor ainda.

É melhor evitar consumir bebida alcoólica na reunião?
Sim, mesmo sabendo que será uma "regra" difícil de ser obedecida. Quando as pessoas bebem mais álcool, a tendência é relaxar nos cuidados e, com isso, aumentar as chances de contrair covid-19 caso o local esteja infectado.

Além disso, a pessoa que está bebendo acaba mexendo mais na máscara para retirá-la da região da boca, o que pode aumentar o risco de contágio. Se a pessoa tira a máscara de forma inadequada, ela pode se contaminar com o vírus ao encostar a mão na boca, por exemplo.

A festa deve ter a duração menor do que o normal?
Sim. A orientação é que as confraternizações tenham o tempo encurtado e isso pode variar de acordo com cada família ou grupo de amigos. Quanto menor o tempo, menor a chance de contaminação caso alguém esteja com covid-19. Se todos estiverem usando máscara, com distanciamento, higienizando as mãos, em um espaço grande e arejado, é possível estender o tempo.

Quais os cuidados com a comida da ceia?

• Deixar as comidas da mesa cobertas;
• Evitar aglomerações perto da mesa;
• Se estiver perto, use máscara;
• Quando for se servir, também esteja de máscara e com as mãos higienizadas.
• Quais cuidados deve-se ter com os talheres?
• O ideal é que cada pessoa utilize seus próprios talheres (garfo e faca) e, caso use um pegador de salada, por exemplo, que seja higienizado na sequência. Também é importante que as pessoas lavem as mãos antes de se servir.

Na hora da refeição, idosos comem separados dos adultos e crianças?
Os especialistas explicam que o indicado é criar horários para os idosos e as pessoas do grupo de risco, em geral, comerem e, depois, os adultos e as crianças. Além disso, o mais seguro é que cada um coma em um local separado, se possível, respeitando o distanciamento.

Está liberado brindar?
É melhor evitar porque ao brindar, a tendência é falar mais alto, espalhando mais gotículas de saliva, e ficar mais próximo de outras pessoas. Caso estejam sem a máscara, a situação fica mais arriscada.

Como organizar a troca de presentes?
Os infectologistas explicam que, por mais raro que seja a infecção de covid-19 pelas superfícies, existem algumas práticas que podem ajudar no momento da troca de presente, normalmente que envolvem mais abraços e beijos (evite e use máscara).

Uma sugestão é escolher apenas uma pessoa para fazer a distribuição: ela deve lavar as mãos antes de entregar os presentes. Outra dica é passar álcool nos presentes antes da distribuição.

Quero viajar: quais são os cuidados?
O mais indicado é escolher locais vazios e de pouca aglomeração. Além disso, é melhor optar por viagens de carro e de curta distância. "Se a viagem for mais longa, leve um lanche para não ter que parar em um restaurante na estrada", sugere Ayub.

Os riscos em aviões e ônibus são mais altos, porque são ambientes fechados e que, dificilmente, respeitam o distanciamento físico. Também possuem ar-condicionado, o que faz com que pessoas com rinite, por exemplo, comecem a espirrar ou tossir, deixando o ar possivelmente mais contaminado. Para se proteger, é necessário o uso de máscara o tempo todo e higienização das mãos.

Cuide-se e mantenha todos que você ama em segurança e saudáveis.


Fonte: UOL

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Postado 18 Dez, 2020